Servidor de e-mail “parrudo”
Nesse artigo vou falar um pouco sobre o Qmail, sistema modular de e-mail, que unido a diversos outros softwares e patches, e a habilidade de um bom sysadmin, pode se transformar no mais estável, seguro e poderoso sistema de e-mail disponível.
Meu primeiro encontro com o sistema do Sr. D. J. Bernstein (ou somente DJB) foi meio que ocasional. Precisava urgentemente fugir do Sendmail, que rodava no então novíssimo servidor RedHat 5.2. Os problemas eram bem óbvios, a problemática em administrar os logins, que tinham que ser nomes únicos e usavam a autenticação padrão do linux (/etc/passwd), o spam que começava a se tornar um problema, etc. Comecei a pesquisar, e encontrei o Qmail. Sua história é meio obscura, não existem muitas informações, e desde que conheço o Qmail, e bota aí uns 7 anos, que ele está na mesma versão: 1.03. DJB não é lá muito adorado pela comunidade, e isso se deve a sua postura pouco flexivel, e até diria um pouco egocêntrica. Digo isso porque o Qmail, apesar de ser de código aberto e livremente distribuido, não é software livre. Ele só pode ser distribuido da forma que foi concebido originalmente, sem alterações no código. Então o que os desenvolvedores fazem? Distribuem apenas os patches.
Para se ter um bom servidor qmail, você precisará aplicar pelo menos 15 patches, que incluem novas tecnologias como autenticação de smtp, ferramentas anti-spam, etc, fora as outras ferramentas como servidor IMAP, spamassassin, clamav, etc. Semana que vem eu continuo, e pretendo ainda incluir um big patch para turbinar seu qmail.